A arte de ensinar em tempos de pandemia

Depois de um dia corrido e por vezes estressante de trabalho, o que mais se quer é relaxar e descansar para o dia seguinte, mas com o advento da pandemia essa sequência de ações foi completamente alterada. Escolas fechadas, professores afastados fez com que os pais tivessem que se preparar para um segundo turno de atividades, mas agora como professores.




Aulas online, tarefas para casa, fones de ouvidos, computadores, tabletes. De repente milhões de pais se viram tendo que ensinar seus filhos não só os valores familiares, mas também a ler, escrever e fazer contas.


Para a educadora Sueli Conte, autora do livro “Educando para a Vida no Pós-Pandemia”, o papel de pai e mãe é incentivar e não ensinar o conteúdo, pois para ensinar há o professor que domina a metodologia”. Mas como se omitir e permitir que além de toda a restrição imposta, o filho fosse afastado também do aprendizado?


Esse pensamento tem impulsionado pais, mães, irmãos mais velhos e até mesmo avós a voltarem nos tempos de escola e relembrarem as técnicas para uma boa letra cursiva ou tabuadas. E muito além do conteúdo escolar, todos nós tivemos que aprender a ter paciência e tornarmos quase uma enciclopédia humana para responder a todas as perguntas e questionamentos das crianças.

Por isso, os pais têm se atentado e reconhecido o tamanho do esforço e a complexidade do papel dos educadores. Este cenário inesperado tem gerado uma reflexão profunda e necessária sobre o quão importante é o trabalho do professor, mostrando que saber ensinar é tão importante quanto o saber em si. E que para instruir ao aprendizado é preciso ter metodologia, sensibilidade, visão ampliada. Pois, Ensinar é uma Arte!


Mas o importante é sempre mantermos um olhar otimista e pensamento positivo. E depois que tudo isso passar, cada pai e cada mãe com certeza será uma pessoa de percepção melhor de si o que fatalmente refletirá no seu ambiente familiar, através de laços mais sólidos, como também, na sua área de atuação profissional com uma visão mais humanizada.


E assim, seguiremos sendo desafiados a superar limites, a ter humildade para aprender o novo, resiliência para suportar as mudanças e fé para acreditar que estamos cada dia mais próximos do “Novo Normal”.

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